Então nosso querido estudioso para por um instante, pega a carta de folhas amarelas, com péssima caligrafia italiana, a coloca novamente no envelope endereçado pela sua falecida sogra, pega uma flor de margarida e a deixa sobre o envelope em cima da mesinha de centro. Hobsbawm pega seu querido Marx, sua caneca, suas anotações, passa pelo quarto onde a bela traidora ainda dorme e pega sua mala e seu chapéu, junta algumas roupas, sua escova de dentes e calça um sapato descente. Ele volta a sala, olha bem para o vagabundo apartamento, enche seus envelhecidos pulmões de ar e afirma:
"Finalmente, a Era das Revoluções começou."
Segura a mala do lado direito, o chapéu do lado esquerdo, e sai pisando no tapete felpudo.