quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hobsbawm e Sua Mulher Safada Parte II

As palavras explodiam a cada passada de olho que Hobsbawm insistia em repetir. Ele era italiano, jovem, e ... "uma descarga de tolices gramáticas", disse pegando a caneta e acrescentando vírgulas e pontos. Hobsbawm se levantou da cadeira, deixou a carta cair no chão, sentia vontade de pisar naquelas afirmações de amor eterno, e lembranças de antigos encontros sexuais com uma fúria nunca antes sentida.
Então nosso querido estudioso para por um instante, pega a carta de folhas amarelas, com péssima caligrafia italiana, a coloca novamente no envelope endereçado pela sua falecida sogra, pega uma flor de margarida e a deixa sobre o envelope em cima da mesinha de centro. Hobsbawm pega seu querido Marx, sua caneca, suas anotações, passa pelo quarto onde a bela traidora ainda dorme e pega sua mala e seu chapéu, junta algumas roupas, sua escova de dentes e calça um sapato descente. Ele volta a sala, olha bem para o vagabundo apartamento, enche seus envelhecidos pulmões de ar e afirma:
"Finalmente, a Era das Revoluções começou."
Segura a mala do lado direito, o chapéu do lado esquerdo, e sai pisando no tapete felpudo.

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